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Vladimir Putin visita Xi Jinping, na China, 4 dias após Donald Trump
19/05/2026
(Foto: Reprodução) Presidente da Rússia chega à China quatro dias depois da visita de Donald Trump
O presidente da Rússia chegou nesta terça-feira (19) à China para uma visita de Estado que chamou a atenção pelo momento em que ocorre. Somente quatro dias separam a viagem de Vladimir Putin da visita do presidente americano, Donald Trump.
O que mais impressiona é que o anúncio da ida de Vladimir Putin veio só 24 horas depois que Donald Trump voltou para os Estados Unidos. O Jornal Nacional mostrou que o grande saldo da visita do presidente americano foi ter ouvido de Xi Jinping que agora existem duas grandes potências, que precisam coexistir pacificamente e que só resta a Donald Trump aceitar.
Agora, Xi Jinping recebe Vladimir Putin. O Kremlin diz que é uma ótima oportunidade para eles trocarem opiniões sobre as conversas com os americanos. Para a China, é uma demonstração de poder, mostra que pode receber os dois lados, e quer provar que agora todos os caminhos passam por Pequim.
Agora, se tivesse que escolher um lado, não ficaria muita dúvida. Porque na semana passada foi a segunda visita de Donald Trump. Essa é a 25ª visita de Vladimir Putin. É uma amizade antiga entre Putin e Xi. Nem a China e nem a Rússia experimentaram alternância de poder nas últimas décadas. A visita desta terça-feira (19) quer provar que essa é uma amizade à prova do tempo e da guerra.
Putin na China
Vladimir Putin
Jornal Nacional/ Reprodução
Em uma visita rara ao jardim secreto de Zhongnanhai, Trump perguntou para Xi Jinping:
“Você traz outros chefes de Estado aqui?”.
Xi respondeu:
“É muito raro. Mas um dos exemplos: Putin”.
Se Xi falou para Trump que o Ocidente precisa aceitar o novo protagonismo da China, com Putin, ele vai assinar um documento de 47 páginas que é praticamente um manual desse aviso. O documento completo deve ser revelado só depois da reunião. Mas o teor dele é basicamente o que Xi disse para Donald Trump semana passada: que entramos em uma era pós-Estados Unidos, com mais de uma potência, e que isso é inevitável.
O que já se sabe é que o texto propõe uma nova linguagem para a diplomacia. Pede a reforma de instituições internacionais e defende a soberania dos países. É um documento assinado por dois países acusados de não respeitarem soberanias de outros Estados. Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, e a China é acusada de interferir em fronteiras marítimas do Vietnã e das Filipinas. Chineses e russos argumentam que são os Estados Unidos quem violam soberanias. Citam Iraque e Irã.
Rússia e China defenderão no documento que as relações internacionais devem ser democratizadas, com mais espaço para todos. Dois países governados de fato por apenas um partido, cujos líderes somam juntos 40 anos no poder. É a era das contradições.
Na manhã desta terça-feira (19), Putin divulgou um vídeo em que disse:
“As relações entre China e Rússia chegaram a um nível sem precedentes. Nossa amizade não é direcionada contra ninguém”.
Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin
Jornal Nacional/ Reprodução
Mas enquanto Putin estiver na China, a Rússia fará um mega exercício militar para simular ataques nucleares. Começou nesta terça-feira (19).
Vladimir Putin quer sair da China com um acordo para tirar do papel um grande gasoduto que sairia do Ártico, cruzaria a Sibéria, a Mongólia e abasteceria a China com gás natural. Moscou espera poder convencer Xi por causa da guerra no Irã, que desestabilizou as rotas marítimas de petróleo e gás. A Rússia já vende gás com 40% de desconto para os chineses como gesto de amizade - e porque precisa. Depois das sanções americanas por causa da invasão da Ucrânia, eles tiveram que reduzir as vendas para Europa. Mas o ministro das Relações Exteriores Wang Yi já afirmou uma vez que a China não poderia aceitar uma derrota da Rússia porque os Estados Unidos focariam totalmente na China.
É o triângulo do nosso tempo. Três homens em uma disputa global pelo poder. Trump quer fazer negócios para ter mais poder; Putin quer ter mais poder para sobreviver; e Xi quer não só vencer, mas inaugurar um novo capítulo na história. É o mundo em que vivemos sendo redesenhado em Pequim.
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