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RS mapeia áreas de risco em 25 cidades em plano de prevenção para possíveis impactos do El Niño
17/06/2026
(Foto: Reprodução) Governo do RS lança plano de prevenção para possíveis impactos do El Niño
O governo do Rio Grande do Sul lançou nesta quarta-feira (17), no Palácio Piratini, em Porto Alegre, o programa "Prepara RS - El Niño". O objetivo da iniciativa é estruturar um plano de prevenção para os municípios gaúchos quanto aos potenciais efeitos associados ao fenômeno climático em 2026 e 2027.
O Executivo estadual entregou documentos com análises preliminares de suscetibilidade a 25 cidades consideradas prioritárias. O material reúne informações meteorológicas, hidrológicas, geológicas, sociais e históricas para identificar as áreas de maior risco para eventos extremos.
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De acordo com essas análises, essas são regiões mais suscetíveis a alagamentos e/ou que tenham risco de deslizamento. Entre os municípios que receberam o diagnóstico estão Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Canoas, Esteio, Guaíba, Novo Hamburgo, Porto Alegre e São Sebastião do Caí. (Veja lista ao final da matéria)
Durante o evento, que reuniu prefeitos e representantes de 73 municípios, também foi lançada a Plataforma de Voluntários da Defesa Civil do RS. O sistema é destinado ao cadastramento e à gestão de pessoas dispostas a atuar em situações de emergência no estado.
"Sem dúvida, o Rio Grande do Sul está mais preparado do que em 2024. A gente tem sistemas de diagnóstico, que não havia antes. O estado fez levantamentos de topografia, batimetria, uma série de ações para identificar vulnerabilidades. Temos sistemas de monitoramento que antes não existiam. Defesa Civil foi reforçada, está quatro vezes maior", disse o governador Eduardo Leite.
De acordo com o governo estadual, a mobilização busca garantir que o Rio Grande do Sul não seja 'pego de surpresa' caso o El Niño atue com forte intensidade, em referência aos impactos causados pela enchente de 2024 no estado.
O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico: pode causar chuvas acima da média, sobretudo na primavera e no início do verão, gerando maior risco de eventos extremos e aumento de tempestades.
Ao longo do inverno, os efeitos já podem aparecer de forma mais sutil, segundo as análises do governo gaúcho. Ou seja: chuvas frontais mais frequentes no Sul e redução de friagens prolongadas.
Os impactos ganham mais força a partir da primavera (setembro a novembro de 2026), justamente quando o evento se aproxima do pico. O pico de influência ocorre entre outubro de 2026 e janeiro de 2027.
Dados apresentados no lançamento apontam que todos os 497 municípios gaúchos possuem atualmente um plano de contingência. O documento define as ações que devem ser tomadas pela Defesa Civil e por órgãos governamentais para proteger a população. O material ficará disponível para consulta.
Ainda segundo o Palácio Piratini, desde 2024, já foram investidos R$ 614 milhões em obras de proteção contra cheias no Rio Grande do Sul.
Municípios prioritários
Bom Princípio
Cachoeirinha
Campo Bom
Canoas
Charqueadas
Cristal
Eldorado do Sul
Esteio
Feliz
Guaíba
Gravataí
Igrejinha
Montenegro
Novo Hamburgo
Pareci Novo
Porto Alegre
Rolante
São Sebastião do Caí
São Vendelino
São Jerônimo
São Leopoldo
Sapucaia do Sul
Taquara
Três Coroas
Triunfo
Enchente do lado de fora do Mercado Público de Porto Alegre (RS), nesta sexta-feira (17).
Adriano Machado/Reuters
Museu de Arte do RS durante enchente de maio em Porto Alegre
Alan Mendonça Furtado/Margs
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