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Putin deve intensificar guerra na Ucrânia, apesar de pressão de Trump pela paz, diz agência
09/07/2026
(Foto: Reprodução) Ucrânia faz maior ataque de drones contra a Rússia desde o início da guerra
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, está rejeitando os apelos para negociar a paz com Kiev e deve intensificar a guerra na Ucrânia nos próximos meses, segundo a agência de notícias Reuters.
A informação é de três fontes próximas ao Kremlin, ouvidas de forma anônima. De acordo com elas, Putin se mantém firme em seu objetivo principal de capturar o restante da região de Donbas, no leste da Ucrânia, e os ataques de drones ucranianos contra refinarias de petróleo e portos russos reforçaram sua determinação de continuar lutando por enquanto.
Uma delas afirma que, recentemente, o presidente russo repreendeu um grupo de assessores que sugeriu um acordo baseado em um cessar-fogo ao longo das atuais linhas de frente.
Em junho, Putin rejeitou publicamente um apelo feito pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, por uma reunião e um cessar-fogo.
Trump segue pressionando por acordo de paz
Putin e Trump se cumprimentam durante encontro no Alasca
REUTERS/Kevin Lamarque
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Na segunda-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Putin deseja o fim da guerra e que uma resolução para a guerra está "mais próxima do que as pessoas imaginam".
A declaração ocorre dois dias depois de uma conversa telefônica de quase 90 minutos entre os dois, em que Trump ofereceu ajuda para buscar uma solução para a guerra na Ucrânia, segundo um assessor do Kremlin.
"O presidente norte-americano confirmou mais uma vez sua disposição de trabalhar por um rápido fim dos combates e encontrar soluções para superar a crise", disse Ushakov ao comentar a conversa entre Trump e Putin.
Nesta quinta-feira (9), um dia após Trump autorizar a Ucrânia a produzir mísseis Patriot durante uma conversa com Zelensky na cúpula da Otan, o governo russo manteve sua postura diplomática em relação a Washington:
"Existe um certo dualismo na posição dos EUA. Eles cometem erros às vezes, mas se mantêm firmes na posição para ajudar a encontrar uma solução pacífica. Sabemos que os EUA fornecem armas à Ucrânia, não somos ingênuos, a licença é uma informação nova para nós".
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse, no entanto, que os EUA estão enganados ao acreditar que ataques da Ucrânia em território russo poderiam ajudar a pôr fim à guerra.
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