Pistola de ar é arma para combater coral invasor na costa brasileira; VÍDEO

  • 10/05/2026
(Foto: Reprodução)
Pesquisadores desenvolvem ferramenta para combater coral-sol invasor; entende Uma pistola de ar comprimido foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para combater o coral-sol, espécie invasora que ameaça a biodiversidade marinha na costa brasileira. A técnica remove apenas o tecido vivo do coral sem arrancá-lo das rochas, oferecendo uma alternativa mais eficiente e menos agressiva. A ferramenta substitui o uso de martelos e estacas e apresentou resultados positivos em quatro anos de experimentos conduzidos no litoral de São Paulo. O desempenho foi publicado recentemente em uma revista científica, reforçando a eficácia da inovação no combate à espécie invasora. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. De acordo com o coautor do estudo e professor da universidade, Guilherme Henrique Pereira Filho, a publicação é uma conquista que faz parte do rito científico que valida pesquisas. “Significa que os resultados foram avaliados por pares, por outros pesquisadores e editores da revista e consideraram os resultados válidos de publicação. [...] Agora, a gente tem uma segurança para começar a usar essa ferramenta em outras áreas na prática”, disse em entrevista ao g1. Pesquisadores estudaram eficácia da pistola de ar contra o coral-sol Leo Francini Coral invasor Natural do oceano pacífico, o coral-sol é considerado invasor em águas brasileiras desde 1980, quando foi visto pela primeira vez no país. Com rápida propagação, ele ameaça a biodiversidade marinha porque compete por espaço com outras espécies. No parque estadual Laje de Santos, composto por formações rochosas submersas, o coral-sol é monitorado desde 2012. Segundo o gestor do parque, José Edmilson de Araújo, a equipe tenta descobrir a melhor forma de fazer o manejo. "A preocupação é exatamente retirar ele [coral-sol] porque vai acabar matando as espécies nativas", explicou, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. Coral Sol foi em identificado em dois pontos do Parque da Laje de Santos, SP Leo Francini Pistola de ar Atualmente, a remoção dos corais é realizada de forma manual, com uso de martelos e estacas. Já a pistola de ar comprimido passou a ser vista como alternativa por meio do trabalho de Gustavo Henrique Piazzaroli Leite, mestrando em Biodiversidade e Ecologia Marinha pela Unifesp. “A ideia do trabalho nasceu de um conceito acadêmico relativamente simples: separar o tecido do esqueleto calcário. Mas a prática é sempre mais complexa e exige muito cuidado experimental”, afirmou o estudante. O professor e coautor do projeto explicou que a ideia do método com jato de ar surgiu a partir da observação do branqueamento de corais [fenômeno de estresse, não de morte imediata] em uma formação rochosa que era rota de mergulhadores. “Muitos mergulhadores passavam por baixo daquela pedra e a bolha dos mergulhadores (geradas pelo o uso de cilíndros) batia nesse coral. Então, a partir dessa observação simples de campo, surgiu a ideia de jogar o ar direto no coral”, explicou Guilherme. Pesquisa comprovou que pistola de ar pode ser usada para remover tecido vivo do coral-sol Leo Francini O objetivo é que o jato de ar da pistola retire o tecido vivo do coral. "Primeiro a gente acopla uma pistola daquela no próprio ar pressurizado do cilindro [do mergulhador], que é a nossa fonte de ar embaixo d’água. Então a gente faz esse acoplamento, é uma adaptação, e joga, jateia esse ar direto no coral”. Testes e resultados Os testes com a pistola de ar foram divididos em duas fases. No primeiro momento, os pesquisadores usaram a pistola de ar em corais no meio ambiente e voltaram após meses para confirmar se os animais teriam sido eliminados ou se havia algum novo crescimento da espécie no local. “Depois surgiu uma outra dúvida, que era assim: esse tecido que é liberado tem uma capacidade de regenerar, dar origem a novas colônias ou ele se torna inviável?”, afirmou o profissional. Para esclarecer a questão, os pesquisadores passaram a realizar testes em laboratórios. “A gente fez esse jateamento em aquário para testar a viabilidade ou não dos tecidos e aí o resultado foi muito positivo, mostrou que os tecidos são incapazes de regenerar em novas colônias”, explicou Guilherme. Pistola de ar (à dir.) pode substituir martelo (à esq.) no combate ao coral-sol Leo Francini O estudante Gustavo considerou uma “oportunidade incrível” aprender a transformar o conhecimento teórico em solução real. “Ver que uma ideia simples pode gerar um resultado tão importante para a conservação marinha foi muito gratificante. É uma honra ter contribuído para isso ao lado dos meus colegas de laboratório”, destacou o mestrando. De acordo com o professor, o método é animador porque é simples e pode ser muito benéfico para controle da espécie invasora. No entanto, novos desafios estão por vir para ampliar a eficácia da técnica. “Tentar medir isso em grandes áreas, como é possível acoplar esse jato em outros equipamentos que possa automatizar ou aumentar a velocidade de uso da técnica. Isso são novas pesquisas que levam o tempo e a gente precisa entender como seria o funcionamento delas”, finalizou Guilherme. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/05/10/pistola-de-ar-e-arma-para-combater-coral-invasor-na-costa-brasileira-video.ghtml


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