Mega Fm Ata (Araçatuba-Sp) Whatsaap: 18 98119-2663
MP pede investigação policial sobre ataques misóginos nas redes sociais contra jovem morta em salto de rope jump
26/06/2026
(Foto: Reprodução) Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda
Reprodução
O Ministério Público determinou o encaminhamento do caso ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) para apuração dos ataques misóginos feitos nas redes sociais contra a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser jogada de uma altura de cerca de 40 metros sem cordas durante um salto de rope jump em Limeira.
🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.
Após a morte de Maria Eduarda, foram feitas publicações ofensivas, com conteúdo misógino e discurso de ódio. A bancada feminista do Psol teve acesso às postagens e protocolou uma representação junto ao Ministério Público pedindo a investigação criminal dos responsáveis.
Na notícia-crime, as parlamentares solicitaram que o Ministério Público requisitasse à plataforma X o fornecimento dos dados cadastrais dos perfis responsáveis pelas publicações criminosas, além da identificação de todos os usuários que republicaram a thread original, para verificar a existência de novos comentários de caráter misógino e discriminatório.
Leia também
Integrante de grupo que lançou jovem sem cordas diz que morte podia ter sido evitada: 'Se tivesse a checagem, teria salvo a vida dela'
Morte em rope jump: o que depoimentos revelam sobre momento em que jovem foi lançada sem corda
Em despacho assinado no dia 23 de junho pela promotora de Justiça Ana Maria Aiello Demadis, da 5ª Promotoria de Justiça Criminal da capital, o Ministério Público reconheceu a gravidade dos fatos narrados e determinou a remessa urgente do procedimento ao Decap ara que ele seja anexado a eventual investigação já existente ou, caso ainda não haja procedimento instaurado, que seja imediatamente aberto inquérito policial para apuração.
O despacho destaca que a notícia de fato trata da apuração de supostos crimes previstos, entre outros, nos artigos 212, 286 e 287 do Código Penal, relacionados às ofensas dirigidas à memória da vítima, e determina que as investigações ocorram com urgência.
"Determino a remessa do expediente, COM URGÊNCIA, ao Decap, para que seja anexado a eventual inquérito já instaurado para apuração dos tristes fatos ora noticiados ou a ser instaurado, o que desde já se requisita, visando a apuração das condutas de usuários e representante da plataforma mencionada", afirmou a promotora.
Tragédia
Polícia de SP investiga salto sem cordas que matou uma jovem de 21 anos em Limeira
Segundo a Polícia Militar, uma testemunha relatou que os funcionários da empresa responsável esqueceram de colocar o equipamento antes do salto.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais é possível ver o momento em funcionários carregam a vítima até a plataforma. Eles a jogam e, instantes depois, é possível ouvir vozes de desespero, gritando: "a corda", "gente, a corda".
A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros. Segundo a Polícia Civil, o equipamento grosso que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura de salto.
Uma testemunha, que saltaria logo após a jovem, relatou que os instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez de Maria Eduarda.
Seus pessoas foram detidas e três homens foram autuados em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos.
A mãe de Maria Eduarda se pronunciou nas redes sociais no dia 14 de junho. "Minha filha amada, só hoje eu quis te abraçar mais de mil vezes. Como está me doendo sua partida. Te amo eternamente, minha princesa. E muito obrigada por fazer parte da minha vida durante esses 21 anos. Que honra foi ouvir você me chamar de mãe. Deus obrigada por esse privilégio", escreveu Valdenia Maria Rodrigues.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas
Reprodução
Polícia investiga morte de mulher durante salto na Ponte do Esqueleto, em Limeira, SP
Infográfico - Mulher morre ao ser jogada sem cordas em salto de rope jump
Arte/g1