Mega Fm Ata (Araçatuba-Sp) Whatsaap: 18 98119-2663
Menos de 100 m², 2 quartos e aluguéis de R$ 2,5 mil: estudo aponta imóveis mais procurados na região de Piracicaba
26/05/2026
(Foto: Reprodução) Nova Piracicaba em Piracicaba (SP)
Yasmin Moscoski/g1
Imóveis de dois quartos, com menos de 100 m², aluguéis de até R$ 2,5 mil e de até R$ 300 mil. São essas as características da maior parte dos imóveis vendidos e alugados na região de Piracicaba (SP), segundo o levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Cresci-SP).
A pesquisa realizada em abril de 2026, com a participação de 77 imobiliárias em 15 municípios da região, revelou um cenário de desaceleração no mercado de imóveis usados. As vendas recuaram 23,97% em relação a março, enquanto as locações tiveram uma queda de 80,54%.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp
Segundo o conselho, o recuo nas locações pode indicar que os inquilinos estão conseguindo arcar com o aumento dos aluguéis atuais, sem precisar trocar para imóveis menores.
A confiança na estabilidade econômica é apontada como um fator determinante para a variação no índice de compra de imóveis.
Menos de 100 m², 2 quartos e de até R$ 300 mil
De acordo com a pesquisa, as negociações de venda concentraram-se em imóveis compactos e de padrão médio. Os apartamentos representaram 57% das vendas, ante 43% das casas. Além disso:
a quantidade de dormitórios, segundo o levantamento, tem predominância absoluta de dois dormitórios (65,2% das casas e 76,2% dos apartamentos);
em relação à metragem, as casas (56,5%) e apartamentos (71,4%) possuíam entre 51 m² e 100 m² de área útil;
em relação à faixa de preços, 50% das vendas foram com imóveis nas faixas de R$ 201 mil e R$ 300 mil;
a maior concentração de contratos de locação, que representam 33,3% do total, ficou na faixa entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil.
A distribuição geográfica das vendas demonstra que o mercado avançou para regiões fora dos eixos centrais e bairros nobres: 76,7% dos negócios foram realizados em bairros afastados do centro, enquanto áreas nobres responderam por 14% e o centro por 9,3%.
Confiança na economia do país
Apesar da queda neste mês, o acumulado dos quatro primeiros meses do ano mostra que existe um cenário de aumento de 74,69% nas vendas de casas e apartamentos e um recuo de 52,06% nas locações — veja mês por mês abaixo.
janeiro: recuo de 27,68% nas vendas e recuo de 63,79% nas locações
fevereiro: aumento de 38,27% nas vendas e aumento de 38,10% nas locações
março: aumento de 88,07% nas vendas e aumento de 54,17% nas locações
abril: recuo de 23,97% nas vendas e recuo de 80,54% nas locações
acumulado 2026: aumento de 74,69% nas vendas e recuo de 52,06% nas locações
De acordo com o José Augusto Viana Neto, o presidente do Cresci-SP, o mercado imobiliário da região tem se comportado de maneira consistente.
Ele explica que a confiança na economia do país é um fator determinante para a variação no índice de compra dos imóveis que, segundo ele, é o motor principal desse segmento de negócio.
"Temos tido uma boa frequência de negócios imobiliários e, é claro, que em determinado momento tem os períodos de baixa. Então, a confiança na política econômica é fundamental para que as pessoas assumam financiamento imobiliário, que é um contrato pela vida inteira", disse o presidente.
Viana Neto também disse que o recuo nas locações pode significar que os inquilinos estão conseguindo arcar com o aumento dos aluguéis, sem precisar se mudar para imóveis mais baratos.
O levantamento mostrou que 60% dos locatários mudaram-se para um aluguel mais barato, enquanto 40% passaram a morar em um local mais caro.
Agora no g1