Lucid lança 1º laboratório de inteligência artificial para o mercado imobiliário

  • 24/08/2026
(Foto: Reprodução)
A inteligência artificial já começou a transformar processos de criação, pesquisa e planejamento em diferentes setores. No mercado imobiliário, porém, a discussão ainda está concentrada principalmente em automação, atendimento, geração de leads e produtividade. A Lucid Arquitetura de Comunicação quer ampliar essa conversa. A empresa, especializada em marketing imobiliário, lança o Lucid Lab, apresentado como o primeiro laboratório de inteligência artificial desenvolvido especificamente para apoiar processos estratégicos de comunicação de incorporadoras e construtoras. A plataforma reúne agentes de IA especializados em diferentes etapas da construção de um empreendimento como marca: da organização de briefings e leitura de comportamento à criação de narrativas e desenvolvimento de nomes. O projeto nasce a partir de uma tese da empresa: à medida que a inteligência artificial torna a execução mais rápida e acessível, a vantagem competitiva tende a migrar da capacidade de produzir para a capacidade de interpretar. Henrique Ramos, Guilherme Eugênio, Eclesiastes Junior e Douglas McArthur Acervo “Quando todos passam a ter acesso às mesmas ferramentas, a tecnologia deixa de ser, sozinha, um diferencial. O valor passa a estar na qualidade das perguntas, na leitura do problema e na capacidade de transformar informação em significado”, afirma Eclesiastes Junior, CEO da Lucid e cocriador da metodologia Arquitetura de Comunicação. Inteligência artificial antes da campanha A proposta do Lucid Lab é utilizar inteligência artificial em uma etapa anterior à produção de campanhas. Na prática, os agentes foram desenvolvidos para apoiar processos de investigação e construção conceitual que normalmente antecedem peças publicitárias, mídia e lançamento comercial. A primeira geração do laboratório reúne quatro agentes: Naming PRO, Decode, Imerside e StoryWeaver. Cada um atua em uma frente específica. O Naming PRO é direcionado ao desenvolvimento de nomes e territórios verbais para empreendimentos e marcas. O Decode trabalha na estruturação e interpretação de informações de briefing. O Imerside é voltado à investigação de comportamento, contexto e referências relacionadas ao público e ao território do projeto. Já o StoryWeaver auxilia na organização e construção das narrativas que sustentam o posicionamento de um empreendimento. Segundo a Lucid, os agentes não foram concebidos apenas como interfaces de geração de conteúdo, mas como sistemas orientados por processos e repertório relacionados ao mercado imobiliário. A diferença, de acordo com a empresa, está justamente na especialização. Enquanto ferramentas generalistas dependem principalmente das instruções dadas pelo usuário, agentes especializados podem incorporar critérios, etapas de análise e formas específicas de abordar determinado problema. O mercado imobiliário como ponto de partida A escolha do setor não é casual. O mercado imobiliário reúne produtos de alto investimento, ciclos longos de desenvolvimento e grande quantidade de variáveis envolvidas antes do lançamento comercial. Terreno, localização, arquitetura, urbanismo, paisagismo, interiores, comportamento, público, preço e posicionamento fazem parte de uma mesma equação. Para a Lucid, a inteligência artificial pode ajudar principalmente na capacidade de cruzar essas informações e transformá-las em insumos para decisões estratégicas. “A inteligência artificial tem uma capacidade extraordinária de processamento. Mas interpretar o que é relevante, selecionar caminhos e construir significado continua sendo uma decisão humana”, afirma Guilherme Eugênio, CCS da Lucid e cocriador da metodologia Arquitetura de Comunicação. A empresa defende que o uso de IA no marketing imobiliário tende a evoluir de uma lógica predominantemente operacional para uma participação cada vez maior nas etapas de diagnóstico e estratégia. Essa mudança pode alterar também a própria dinâmica das equipes de comunicação. Atividades como organização de documentos, análise inicial de informações, pesquisa de referências e geração de alternativas podem ser aceleradas por agentes especializados. Com isso, profissionais passam a dedicar mais tempo a decisões que exigem julgamento, repertório, sensibilidade e visão estratégica. Da automação para a inteligência estratégica Nos últimos anos, boa parte da adoção de tecnologia pelo mercado imobiliário esteve relacionada às áreas comerciais. CRM, automação de atendimento, mídia programática, plataformas de vendas e ferramentas de geração de leads passaram a fazer parte da operação de incorporadoras e construtoras. O avanço da inteligência artificial amplia esse território. A tecnologia começa a entrar também em processos relacionados a posicionamento, branding, naming, pesquisa e construção narrativa. Para a Lucid, essa transformação pode produzir um efeito aparentemente contraditório. Quanto mais fácil for produzir conteúdo, maior tende a ser a importância da estratégia que vem antes dele. “Estamos entrando em um cenário de abundância de produção. Texto, imagem, vídeo e apresentação vão ficar cada vez mais rápidos e baratos de produzir. O que não necessariamente ficará abundante é uma boa ideia”, diz Eclesiastes. A avaliação é que empresas passarão a competir menos pela capacidade técnica de executar peças e mais pela capacidade de desenvolver perspectivas relevantes sobre seus produtos. No mercado imobiliário, isso significa compreender não apenas o que um empreendimento possui, mas o que ele representa para determinado público. Arquitetura de Comunicação e inteligência artificial O desenvolvimento do Lucid Lab está conectado à metodologia Arquitetura de Comunicação, criada pela Lucid para integrar diferentes disciplinas envolvidas na concepção e comunicação de empreendimentos imobiliários. A metodologia parte da premissa de que posicionamento e narrativa não deveriam surgir apenas depois que o projeto está concluído. Comunicação, arquitetura, urbanismo, interiores e paisagismo podem ser analisados de maneira integrada desde etapas anteriores do desenvolvimento. Com o Lucid Lab, a empresa passa a adicionar uma nova camada tecnológica a esse processo. A intenção é utilizar agentes de inteligência artificial para ampliar capacidade de investigação, comparação e organização de informações sem retirar das equipes humanas a responsabilidade pelas decisões criativas e estratégicas. “Não estamos tentando automatizar criatividade. Estamos tentando automatizar partes do processo para criar mais espaço para ela”, afirma Guilherme. Uma nova etapa para a Lucid Além do lançamento de um produto, o Lucid Lab marca uma nova etapa de posicionamento da empresa. Casa Lucid – Nova sede no Setor Marista em Goiânia Acervo Com sede em Goiânia e atuação voltada ao marketing imobiliário, a Lucid pretende aprofundar sua presença na discussão sobre inteligência artificial aplicada ao setor. A iniciativa também coloca Goiás como origem de um projeto que busca dialogar com incorporadoras e construtoras de diferentes mercados do país. Segundo a empresa, o laboratório deverá continuar recebendo novos agentes e aplicações a partir dos desafios identificados no dia a dia dos projetos. A expectativa é que a inteligência artificial deixe de funcionar apenas como uma ferramenta isolada e passe a integrar de forma mais permanente os processos das equipes. Esse movimento já começa a aparecer em diferentes setores da economia. No mercado imobiliário, a Lucid acredita que ele deverá ocorrer de maneira semelhante: primeiro na produtividade, depois na integração entre sistemas e, em seguida, na construção de inteligência proprietária. O próximo diferencial pode não ser a tecnologia A popularização das ferramentas de inteligência artificial tende a criar um novo paradoxo. Quanto mais empresas tiverem acesso à tecnologia, menor será a capacidade da própria tecnologia de funcionar como vantagem competitiva isolada. Nesse cenário, método, repertório, experiência e conhecimento específico ganham importância. É essa combinação que a Lucid pretende explorar com o Lucid Lab. A tecnologia passa a ser uma camada de amplificação de um conhecimento que já existe dentro das organizações. Para o mercado imobiliário, a mudança pode significar uma nova forma de pensar comunicação. Menos centrada apenas na produção de campanhas. Mais conectada à investigação do produto, ao entendimento do comportamento e à construção de significado antes da campanha chegar às ruas. Para a Lucid, o futuro da inteligência artificial aplicada ao marketing imobiliário pode ser resumido em uma ideia: a tecnologia tende a tornar a execução mais acessível. A estratégia, por consequência, tende a ficar ainda mais valiosa.

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/especial-publicitario/lucid/noticia/2026/08/24/lucid-lanca-1o-laboratorio-de-inteligencia-artificial-para-o-mercado-imobiliario.ghtml


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