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Lojas de roupas eram usadas para lavar dinheiro do tráfico no AP, diz polícia; 8 são presos
24/08/2026
(Foto: Reprodução) Lojas de roupas eram usadas para lavar dinheiro do tráfico no AP, diz polícia
Uma organização criminosa armada usava empresas de fachada do comércio varejista, como lojas de vestuário e moda praia, empregos fictícios e transferências via Pix para lavar dezenas de milhares de reais obtidos com o tráfico de drogas no Amapá e no Pará.
A informação consta na investigação da Operação Midas Reverso, deflagrada pela Polícia Civil do Amapá, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com ações realizadas desde a última sexta-feira (21) e que continuam nesta segunda-feira (24).
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Ao todo, oito pessoas foram presas até o momento, sendo cinco mulheres e três homens. Os policiais seguem nas ruas para cumprir um total de 15 mandados de prisão e de busca e apreensão.
As investigações começaram após a prisão em flagrante de um jovem de 23 anos no bairro Ipê, na Zona Norte de Macapá. Com ele, os agentes apreenderam crack, um tablete de cocaína e dois fuzis de fabricação israelense (calibre .30), além de seis carregadores e várias munições.
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Com a autorização da Justiça, a equipe da Denarc analisou celulares e mídias eletrônicas do investigado, mapeando a estrutura completa do grupo, que é ligado a uma facção criminosa de alcance nacional.
Divisão de tarefas
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha atuava de forma organizada e com funções bem definidas entre seus membros:
Distribuição e armas: O homem preso no bairro Ipê era o operador central da distribuição de crack e cocaína na capital e responsável por guardar os fuzis e munições de grosso calibre, além de refinar as drogas.
Comando no Rio de Janeiro: O chefe da facção no Amapá está foragido e escondido no Rio de Janeiro. De lá, ele e outro líder gerenciavam as rotas de entrega das drogas, os preços das cargas, a distribuição e a cobrança dos valores.
Pontos de venda: Integrantes da rede tinham a função de abastecer os pontos de venda de drogas nos bairros Buritizal, Santa Rita, Novo Horizonte, Brasil Novo, Açaí e Jardim Felicidade.
Lavagem de dinheiro: O grupo movimentava os recursos ilícitos utilizando contas bancárias de terceiros, comércios falsos de roupas e contratos de trabalho fictícios no Amapá e no Pará.
Crimes investigados e origem do nome
Os suspeitos vão responder por organização criminosa armada, associação para o tráfico, tráfico de drogas, posse e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e lavagem de dinheiro.
O nome "Midas Reverso" faz referência ao mito do Rei Midas, conhecido por transformar em ouro tudo o que tocava. Segundo a polícia, a operação busca gerar o efeito oposto: desarticular a estrutura do crime, retirar os bens obtidos ilicitamente e prender os envolvidos.
Lojas de moda praia eram usadas para lavar dinheiro do tráfico no AP, diz polícia; 8 foram presos.
Polícia Civil/Divulgação
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