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Irmãos são denunciados por invasão de domicílio e injúria em briga com jogadores do Fortaleza
02/07/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra briga generalizada envolvendo jogadores do Fortaleza e vizinhos no Eusébio.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) ofereceu denúncia contra Fernando Rocha Filho e Walter Almeida da Rocha Neto. Os dois irmãos, que se envolveram em uma briga generalizada com três jogadores de futebol argentinos, foram denunciados por crimes como invasão de domicílio, injúria racial, ato obsceno e vias de fato (atos como tapas e empurrões).
Fernando Rocha Filho foi denunciado por invasão de domicílio e injúria racial;
Walter Almeida da Rocha Neto foi denunciado por invasão de domicílio, injúria, ato obsceno e vias de fato (atos como tapas e empurrões).
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Em nota, a defesa dos irmãos disse que “a denúncia acaba beneficiando uma narrativa que busca justificar o injustificável: a lesão gravíssima sofrida por um dos irmãos, inclusive por meio da imputação de injúria racial, acusação que não corresponde à realidade dos fatos e será amplamente contestada ao longo da instrução processual”.
“A defesa demonstrará a inocência de seus clientes com fundamento não apenas nos elementos informativos já produzidos durante o inquérito, mas também nas provas que serão produzidas em juízo, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, confiando que, ao final, a verdade dos fatos prevalecerá”, complementou a defesa.
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Imagens de câmeras de segurança mostraram a briga generalizada. Nas imagens, aparecem os jogadores argentinos Herrera, Mancuso e Pochettino.
O caso aconteceu no dia 1º de janeiro de 2026 (veja no vídeo no topo da reportagem), em um condomínio de luxo no Eusébio, região metropolitana de Fortaleza. A briga envolveu os dois irmãos e três atletas argentinos que, à época, atuavam no Fortaleza Esporte Clube: Herrera, Tomás Pochettino e Eros Mancuso.
Irmãos denunciados
Na denúncia, o MP disse que Fernando Rocha, ao entrar no imóvel onde estavam os jogadores sem autorização, "passou a externar comportamento manifestamente agressivo e provocativo".
"[...] dirigindo aos presentes sucessivas expressões injuriosas e de conteúdo xenofóbico, notadamente contra os indivíduos de nacionalidade argentina que participavam da confraternização. Utilizando-se de termos como 'argentino de merda', 'rebaixados', 'mercenários' e 'filhos da puta'", diz o texto da denúncia.
O Ministério Público alegou que a participação de Walter Almeida na briga foi substancial para a evolução das agressões, até então verbais, para as vias de fato: "A conduta [...] desencadeou imediata e acentuada escalada do conflito, até então restrito a discussões e hostilidades verbais, convertendo-o em confronto físico generalizado entre os presentes".
Mesmo após a aparente dissipação do confronto principal, Walter voltou a investir em direção ao imóvel anteriormente invadido, segundo a denúncia.
“Durante essa nova investida, passou novamente a adotar comportamento agressivo contra as pessoas que ali se encontravam, proferindo novos atos de violência e tentando atingir os presentes, chegando, inclusive, a desferir golpes com uma toalha contra uma mulher ainda não identificada [...] e contra José Maria Herrera”, argumentou o MP.
Walter foi denunciado por ato obsceno pois se envolveu na briga vestindo apenas uma cueca. Walter argumentou que havia urgência para socorrer o irmão. No entanto, o MP contra-argumentou que ele teve tempo de registrar em vídeo os acontecimentos envolvendo Fernando.
Jogador denunciado
Jose Herrera, argentino ex-jogador do Fortaleza.
Mateus Lotif/Fortaleza Esporte Clube
Em outro processo, o ex-jogador do Fortaleza, José Maria Herrera Ares, foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará pelos crimes de lesão corporal grave e injúria racial.
Herrera deixou o Fortaleza para jogar pelo RB Bragantino, de São Paulo, no fim de janeiro deste ano. A defesa do atleta não foi localizada para comentar a denúncia.
Na denúncia, o Ministério Público argumentou que, em determinado momento da briga, Herrera conseguiu imobilizar um dos vizinhos e "passou a desferir-lhe sucessivos golpes, extrapolando manifestamente os limites de uma eventual reação defensiva".
Herrera, conforme o MP, mordeu o nariz da vítima e o causou lesões de natureza gravíssima, consistentes em deformidade permanente, além de prejuízo na respiração.
Além das agressões, Herrera também foi denunciado por "injúria racial" pois, conforme o órgão acusatório, durante a briga, o jogador passou a chamar os dois vizinhos de "brasileiro de m*" e "brasileiros filhos da p*".
O MP também pediu à Justiça para o atleta pagar, no mínimo, R$ 5 mil como indenização por danos materiais, morais e piscológicos sofridos pela vítima; e R$ 45 mil devido à gravidade das lesões.
O MP decidiu não denunciar o jogador Tomas Pochettino por entender que ele agiu em legítima defesa.
Briga entre jogadores do Fortaleza e vizinhos teve cadeirada, mordida no nariz e provocações.
Reprodução
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