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Inglaterra vive jejum de 60 anos sem conquistar a Copa do Mundo, mas geração atual enche torcedores de esperança
13/07/2026
(Foto: Reprodução) Campeã em 1966, Inglaterra amarga jejum de 60 anos sem levantar a Copa do Mundo
A Inglaterra inventou o futebol, mas há 60 anos não ganha uma Copa do Mundo. A torcida inglesa está cheia de esperança: tem certeza de que esse jejum vai acabar.
O relógio em Atlanta funciona há mais de 100 anos. O tempo é o senhor da razão, e os ingleses souberam esperar. Seis décadas. Desde 1966, eles não sabem o que é uma final de Copa. Lá atrás, em casa, eles conquistaram sua única até hoje.
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O que explica, então, ingleses tranquilos e sorridentes pelas ruas de Atlanta a menos de dois dias de uma semifinal de Copa, contra um rival histórico? Um torcedor explica que a confiança vem do alto nível do elenco inglês:
“Nós podemos vencer hoje qualquer um. Temos uma grande chance agora”.
Inglaterra vive jejum de 60 anos sem conquistar a Copa do Mundo, mas geração atual enche torcedores de esperança
Jornal Nacional/ Reprodução
Para os ingleses, é o passado recente que importa. Porque, em sequência, a Inglaterra foi finalista das duas últimas Eurocopas. E, pela ordem, vem de uma semifinal, uma quartas de final e outra semifinal agora de Copa. Chegou a vez do próximo passo. Dias atrás, o artilheiro Harry Kane refletiu sobre a evolução:
“Acho que, em 2018, quando chegamos à semifinal na Copa da Rússia, éramos um time jovem e inexperiente. Estamos, agora, mais preparados para situações como essa”.
A Inglaterra é a seleção com o maior jejum entre as semifinalistas. A Argentina é a atual campeã, a França conquistou a taça há oito anos, a Espanha há 16. Nada que se compare aos 60 dos ingleses.
O alemão Thomas Tuchel assumiu a Inglaterra há menos de dois anos. Já entendeu o significado da ansiedade inglesa na primeira Copa do Mundo com a seleção:
“Eu me sinto realmente vivo por liderar essa equipe. Não existe nenhum outro lugar no mundo onde eu preferisse estar agora”.
Segundos, minutos, horas, anos, décadas. Ninguém mais do que o inglês viu o ponteiro girar.
Comentários
Denílson e Renata Vasconcellos em Nova York, nos Estados Unidos
Jornal Nacional/ Reprodução
Renata Vasconcellos: Denílson, além da rivalidade histórica, o que mais deve pesar em campo nesse jogo de quarta entre Argentina e Inglaterra?
Denílson, comentarista: Diferentemente de França e Espanha, com um jogo mais técnico pela qualidade dos jogadores, o que pode pesar nesse confronto de Argentina contra a Inglaterra é a questão física. São dois times que jogam muito em um coletivo. A Inglaterra tem Bellingham e Harry Kane, que podem decidir. A Argentina tem Messi, que pode decidir. Mas, acima de tudo, a questão física desse confronto eu acho que é o que vai pesar nesse jogo.
Renata Vasconcellos: E emocional também um tiquinho, né?
Denílson: Bastante. A questão emocional vem pesando bastante durante essa Copa do Mundo e nesse um passinho para uma final, pode pesar mais. Quem controlar melhor a emoção, de repente, consegue avançar até a final.
Renata Vasconcellos: Agora, como é que você avalia até aqui o trabalho do Scaloni, do técnico da Argentina?
Denílson: Eu gosto muito, Renata. Eu gosto muito porque ele se sensibiliza demais com os jogadores, com o torcedor. As expressões dele, as falas, as narrativas que ele constrói, pós-jogo, antes do jogo. Sempre muito sereno nas coletivas. E dentro do ambiente de trabalho, ele me parece ser um cara muito transparente e isso acaba conectando com os jogadores.
Renata Vasconcellos: Ele tem um quê de originalidade também, não é?
Denílson: Exatamente. Além da experiência que ele teve como jogador de futebol, ele trouxe um pouco desse conhecimento do coletivo. Ele sabe, por exemplo, que ele tem o Messi dentro do elenco. Então, ele coloca o Messi lá em cima, como merece, mas o Messi se coloca no nível do elenco. E aí acaba tendo uma sintonia muito legal com a equipe.
Renata Vasconcellos: E não abriu mão do estilo argentino de jogar, apesar de tudo.
Denílson: Esse é o DNA, né? Independentemente de como a Argentina joga, a gente vai sempre ver uma Argentina lutando até a última bola.
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