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Governo brasileiro condena ataques contra o Irã e manifesta grave preocupação
28/02/2026
(Foto: Reprodução) Governo brasileiro condena ataques ao Irã e pede diálogo
Brasileiros que vivem no Oriente Médio relataram momentos de tensão e medo ao longo do dia por causa dos bombardeios. Por aqui, o governo Lula condenou os ataques ao Irã.
A reação veio em nota do Ministério das Relações Exteriores.
"O governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã".
Segundo a nota, "os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz".
"O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil".
O Itamaraty fez um alerta: não viajar para o Irã, Israel e outros nove países vizinhos.
E, para quem se encontra nesses países, o Itamaraty orienta ir para abrigos próximos durante ataques ou bombardeios. E só sair de casa se houver condições de segurança.
O Itamaraty recomenda que, em situações de emergência, risco à vida, é necessário acionar os consulados para atuação imediata.
Governo brasileiro condena ataque ao Irã
Reprodução/Jornal Nacional
Duzentos brasileiros moram no Irã. Em Teerã, em torno de cem.
O embaixador do Brasil lá, André Veras Guimarães, criou um grupo por aplicativo para atender aos brasileiros. Mas a internet no país está cortada. O contato com ele só foi possível porque a embaixada tem sistema via satélite.
“Eu estou até agora ouvindo algumas explosões. Aqui em Teerã não tem bunker. Então, não é um país, como Israel, que em todos os prédios têm praticamente bunkers”, disse o embaixador.
"A instrução é essa: Olha, vamos nos abrigar, vamos evitar lugares onde há aglomeração de pessoas, porque a indicação é que os ataques serão, dentro da possibilidade, cirúrgicos”, disse.
O consultor de software Antônio foi para Dubai a trabalho. Agora, não consegue sair.
“No momento, o maior impacto é o cancelamento de todos os voos e o fechamento do espaço aéreo”, disse.
Mais tarde, Antônio recebeu alerta de míssil no celular e que se proteger no subsolo do hotel.
O repórter Ricardo Abreu estava num voo a caminho de Dubai que teve que voltar ao Brasil.
“Próximo à costa da África, o piloto avisou que a gente teve que voltar para o Rio de Janeiro porque o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos e no entorno do Irã acabou sendo fechado por conta dos ataques.”
O carioca Paulo Mathura é treinador de goleiros no Bahrein, onde uma base americana foi atingida.
“Os estrangeiros, né, a gente sente mais. Não estamos acostumados. Eles dão todo apoio, todo recurso para a gente correr atrás e ficar seguro. Toca uma sirene. Para poder avisar que interceptou um míssil”, conta.
José mora com a mulher e dois filhos em Karmiel, no norte de Israel. Ele disse que, por ser dia sagrado, há menos gente nas ruas. A semana começa amanhã e as aulas já foram canceladas.
“Recebe os alertas pelo telefone, das regiões, quando o míssil sai do Irã. A gente teve que entrar no quarto de segurança muitas vezes — acho que já perdi a conta até hoje.”, diz.