Funcionários do CHS denunciam transferências sem aviso prévio após mudança na gestão em Sorocaba

  • 22/05/2026
(Foto: Reprodução)
Funcionários do CHS denunciam transferências após mudança na gestão Funcionários concursados do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) denunciam que estão sendo transferidos de unidade sem aviso prévio. A suspeita é de que as mudanças visam substituir gradualmente os servidores públicos por funcionários contratados pela Organização Social de Saúde (OSS) Seconci-SP, que administra o hospital. A situação ocorre em meio a um cenário político em que investigações sobre a saúde na cidade não avançam na Câmara Municipal. Conforme apurado pela TV TEM, a preocupação dos funcionários surgiu após receberem uma lista com seus nomes e novos setores de trabalho, indicando as transferências. Atualmente, o CHS tem 2.330 funcionários, dos quais 30% são concursados do estado e 70% são contratados via CLT pela OSS. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Em nota, o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba confirmou as transferências, afirmando que "mantém diálogo com os servidores" e que o processo faz parte de uma "transição conduzida de forma gradual, planejada e responsável desde o início da gestão pela organização social, em novembro de 2018". O DRS também informou que a Seconci-SP "já conduz a contratação de profissionais para reposição das equipes", garantindo que não haverá impacto no atendimento. A Seconci preferiu não se pronunciar. "O DRS reforça que a transição vem sendo conduzida de forma gradual, planejada e responsável desde o início da gestão pela organização social, em novembro de 2018, em conformidade com as diretrizes administrativas da Secretaria de Estado da Saúde e com o planejamento regional da rede, sem impacto na prestação dos serviços", também diz a nota. Investigações sobre a saúde não avançam na Câmara A denúncia dos servidores ocorre em um momento em que investigações sobre a saúde em Sorocaba são barradas na Câmara Municipal. Em abril, os vereadores consideraram inconstitucional a abertura de uma CPI para apurar denúncias de negligência, mortes suspeitas e superlotação no próprio CHS. Este foi o terceiro pedido de investigação relacionado à saúde que não avançou na Câmara este ano. Em abril, a Câmara considerou inconstitucional a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de negligência, mortes suspeitas e superlotação no CHS. Meses antes, foram arquivados dois pedidos de Comissão Processante contra o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), também por suspeitas na área da saúde. A ideia de criação da CPI foi impulsionada por um dossiê de 40 páginas apresentado pelo vereador Ítalo Moreira (Missão) após uma audiência pública em abril. O documento reúne fotos, depoimentos e reportagens sobre a situação do hospital. Além disso, entre os casos que motivaram a investigação está a morte de um bebê após o parto no CHS, noticiada pelo g1 em fevereiro. A CPI barrada sobre o CHS pretendia investigar: Mortes suspeitas e possíveis falhas no atendimento, como o caso de um bebê que morreu após o parto em fevereiro. Superlotação e uso inadequado de leitos. Atrasos em cirurgias que podem ter agravado a saúde de pacientes. Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) Beatriz Pereira/g1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/05/22/denuncia-mudancas-chs.ghtml


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