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EUA avaliam atacar líderes do Irã e até mudança de regime, diz agência
21/02/2026
(Foto: Reprodução) Trump faz novas ameaças contra o Irã e diz que está cogitando ataque militar pontual
O planejamento militar dos Estados Unidos para o Irã chegou a um estágio avançado. As opções incluem ataques a indivíduos específicos e até a tentativa de mudança de regime em Teerã, caso haja ordem do presidente Donald Trump. A informação foi confirmada por duas autoridades norte-americanas à Reuters.
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Os planos são mais um sinal de que Washington se prepara para um possível conflito com o Irã se a diplomacia fracassar. Na semana passada, a Reuters informou que as Forças Armadas dos EUA analisam uma operação de várias semanas, com ataques a instalações de segurança e à infraestrutura nuclear iraniana.
As novas informações indicam um planejamento mais detalhado antes de uma decisão de Trump. Nos últimos dias, o presidente mencionou publicamente a possibilidade de mudança de regime na República Islâmica.
As autoridades, que falaram sob condição de anonimato devido ao caráter sensível do tema, não detalharam quais lideranças iranianas poderiam ser alvo dos EUA. Também não está claro como os norte-americanos poderiam tentar promover uma mudança de regime sem o envio de uma grande força terrestre.
A eventual busca por mudança de regime representaria uma alteração em relação ao discurso de campanha de Trump. Durante a eleição, ele criticou intervenções militares que levaram à derrubada de governos no Afeganistão e no Iraque.
Uma das fontes ouvidas citou o sucesso da ofensiva de Israel contra líderes iranianos no ano passado. Segundo relatos regionais à Reuters, ao menos 20 comandantes iranianos morreram em 12 dias de confronto, incluindo Mohammad Bagheri, então chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.
“A guerra de 12 dias e os ataques contra alvos individuais realmente mostraram a utilidade dessa abordagem”, disse uma das autoridades. O foco, segundo ela, recai sobre integrantes da cadeia de comando da Guarda Revolucionária.
A fonte alertou que esse tipo de operação exige inteligência precisa. Para atingir um comandante específico, é necessário saber a localização exata e avaliar possíveis danos colaterais.
Não está claro quais informações os EUA têm atualmente sobre líderes iranianos que poderiam ser alvo. A Casa Branca e o Pentágono não responderam aos pedidos de comentário.
Em 2019, o governo Trump classificou formalmente a Guarda Revolucionária como organização terrorista estrangeira. Foi a primeira vez que Washington aplicou essa designação às forças armadas de outro país.
No ano seguinte, Trump autorizou um ataque que matou o general iraniano Qassem Soleimani. Ele chefiava a Força Quds, braço de espionagem estrangeira da Guarda Revolucionária do Irã.
Agora, Trump voltou a concentrar capacidade militar no Oriente Médio. Grande parte está embarcada em navios de guerra e aeronaves de combate. Uma campanha de bombardeios também poderia contar com apoio de bombardeiros baseados nos EUA.
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