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Comissão do Senado instala grupo de trabalho para acompanhar desvios do Banco Master
04/02/2026
(Foto: Reprodução) A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instalou nesta quarta-feira (4) um grupo de trabalho (GT) para acompanhar as investigações relacionadas a irregularidades atribuídas ao Banco Master.
A iniciativa de criar um grupo de trabalho foi do presidente da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).
O plano de trabalho deve prever visitas institucionais aos:
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin;
presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo;
presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho; e
diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O grupo poderá convocar autoridades para depoimentos, aprovar requerimentos de informação sobre as investigações e sugerir propostas legislativas.
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O presidente da Comissão disse que se reuniu nesta terça (3) com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo e que vai se reunir na tarde desta quarta com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Calheiros disse ainda que pretende se reunir com o presidente do STF e com o diretor-geral da PF na próxima semana.
Ao ser questionado se o grupo de trabalho serviria para substituir uma eventual CPI, Renan defendeu a instalação de uma comissão de inquérito e disse que o grupo de trabalho servirá para complementar (leia mais abaixo).
"Eu defendo a instalação da CPI. Nosso trabalho na CAE será apenas um trabalho complementar, não pretendemos competir com ninguém. Queremos a participação de todos para que os fatos sejam esclarecidos”.
Além de Renan Calheiros, compõem o grupo de trabalho:
Alessandro Vieira (MDB-SE);
Damares Alves (Republicanos-DF);
Eduardo Braga (MDB-AM);
Esperidião Amin (PP-SC);
Fernando Farias (MDB-AL);
Hamilton Mourão (Republicanos-RS);
Humberto Costa (PT-PE);
Izalci Lucas (PL-DF);
Leila Barros (PDT-DF);
Omar Aziz (PSD-AM);
Randolfe Rodrigues (PT-AP);
Soraya Thronicke (Podemos-MS).
CPI do Master
Em paralelo, parlamentares também fazem pressão para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a fraude financeira do Master.
Nesta segunda-feira (2), o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou um pedido de abertura de CPI para investigar as fraudes do Banco Master.
No entanto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (3) que a criação de uma CPI para investigar fraudes do Banco Master entrará na fila dos pedidos de abertura de CPIs da Câmara.
No momento, há ao menos 15 requerimentos na frente.
Além disso, senadores e deputados protocolaram um pedido de comissão mista. Segundo o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), autor do pedido, o requerimento teve 278 assinaturas ao todo, de 42 senadores e 236 deputados federais.
Para que seja protocolado um pedido de instalação de CPMI são necessárias as assinaturas de um terço da Casa, ou seja, 171 deputados e 27 senadores.
A abertura da CPMI do Banco Master depende da leitura do protocolo pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em uma sessão mista, que ainda não tem previsão de data. A partir desse momento, a instalação é imediata.
Foto de 23 de janeiro de 2026 mostra que a sede do Banco Master, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, foi cercada por tapumes e o logo da instituição financeira foi coberto
Amanda Perobelli/Reuters