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Chuvas na bacia do Rio Acre devem aproximar manancial da cota de alerta novamente em Rio Branco, prevê Defesa Civil
28/01/2026
(Foto: Reprodução) Rio Acre marcou 12,37 metros nesta quarta-feira (28)
De Olho no Rio / Prefeitura de Rio Branco
O nível do Rio Acre voltou a subir em Rio Branco nesta quarta-feira (28) e marcou 12,37 metros na medição de 12h, após a chuva entre a tarde e a noite de terça (27). Apesar da elevação, a Defesa Civil Municipal esclareceu que o aumento ainda não é reflexo das chuvas intensas registradas em Brasiléia, interior do Acre, na região de cabeceira.
Ao g1, o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, informou que o comportamento do rio na capital é resultado somente da chuva local, pois em 24 horas choveu 32 milímetros.
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“O aumento que tivemos agora ainda não é dessas águas das cabeceiras. Esse impacto vai chegar daqui a pouco. Tudo o que acontece lá influencia diretamente aqui. Rio Branco é um dos municípios mais impactados porque recebe água de muitos igarapés e rios menores ao longo da bacia, o que pode nos levar novamente para a cota de alerta”, explicou.
Em Brasiléia, foi registrada uma enxurrada na última terça-feira (27). Segundo a Defesa Civil da cidade, choveu 143 milímetros em 24 horas, volume equivalente a dez dias de chuva.
Com o acumulado, o nível do rio no município saiu de 3,30 metros para 7,59 metros em apenas um dia. De acordo com o órgão, a cota de alerta no município é fixada em 9,80 metros e a de transbordo é 11,40 metros.
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A Defesa Civil da cidade informou ainda que a chuva intensa provocou transtornos e prejuízos principalmente na zona rural, com pontes danificadas e dificuldades de acesso em comunidades.
Além das ruas alagadas, houve um deslizamento na Rua Ayrton Senna e um carro quase foi levado pela correnteza das águas no bairro Marcos Galvão. Nas imagens, divulgadas pela prefeitura, os moradores tentam evitar que o carro seja arrastado. (Veja vídeo abaixo)
Rio Acre marcou 7,59 em Brasiléia
Defesa Civil Municipal de Brasiléia
Rio Branco
Já na capital, o manancial está abaixo da cota de transbordo, fixada em 14 metros, desde o último sábado (24). Na terça-feira (27), o rio havia entrado em vazante ao longo do dia, mas voltou a apresentar elevação de madrugada.
O quantitativo desta quarta (28) representa um aumento de 11 centímetros em relação ao dia anterior, quando o manancial registrou 12,26 metros ao meio-dia.
Às 15h o rio marcou 12,15 metros, às 18h ficou em 12,08 metros e às 21h desceu para 12,07 metros. Na medição de meia-noite, o nível voltou a subir e marcou 12,08 metros novamente.
Nível do Rio Acre segue oscilando na capital e abaixo da cota de alerta
Chuvas ultrapassam média histórica
Segundo a Defesa Civil Municipal, a oscilação no nível do rio é provocada pelo volume elevado de chuvas ao longo do mês. Em janeiro, o acumulado pluviométrico já superou a média histórica esperada e ultrapassou os 570 milímetros na última segunda (26), enquanto a previsão para o mês era de 287,5 milímetros.
De acordo com o monitoramento oficial, o manancial está acima da cota de atenção desde o dia 11 de janeiro, quando marcou 10,44 metros e ultrapassou a marca pela 4ª vez em 1 mês após chuvas intensas na capital que causaram o transbordamento do Rio Acre pela segunda vez em menos de 30 dias.
Com o nível do manancial que chegou a 14,71 metros no dia 22 de janeiro, mais de duas mil pessoas de 27 bairros foram atingidas pelos impactos da segunda enchente em menos de 1 mês e a terceira em menos de um ano.
Nesta última enchente, 15 comunidades da área rural foram afetadas, principalmente Panorama, Belo Jardim, Liberdade, Catuaba e Vista Alegre. Além disto, também foram removidas sete famílias indígenas para um abrigo instalado na Escola Leôncio de Carvalho.
Cheia do Rio Acre afeta bairros de Rio Branco
Arquivo/Defesa Civil de Rio Branco
Ainda segundo o órgão, a previsão é de que essas famílias retornem para casa apenas quando o Rio Acre chegar aos 10 metros.
Conforme a Defesa Civil de Rio Branco, foram:
27 bairros afetados;
633 famílias atingidas na zona urbana, cerca de 2.286 pessoas;
250 famílias atingidas na zona rural, cerca de mil pessoas;
10 famílias no Parque de Exposições em situação de desabrigo, totalizando 25 pessoas e onze animais;
6 famílias desalojadas, somando 15 pessoas;
15 comunidades rurais afetadas.
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