Celulares de Vorcaro podem definir se caso Master fica no STF ou volta à 1ª instância

  • 30/01/2026
(Foto: Reprodução)
O fato de o ministro do STF Dias Toffoli ter dito que a investigação do Banco Master pode voltar para a primeira instância não significa, necessariamente, que isso vá acontecer. Antes de tudo, a declaração funciona como um gesto, uma resposta à pressão crescente de outros ministros incomodados com o desgaste que o caso tem provocado no Supremo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Edson Fachin chegou a fazer uma espécie de “ronda” entre os ministros, conversando individualmente com colegas. O recado é claro: há um movimento interno para retirar do STF um processo que virou foco de críticas e tensão institucional. O pano de fundo é conhecido. O caso começou na primeira instância, mas acabou sendo levado ao Supremo depois que a defesa apontou menções a autoridades com foro privilegiado. Parlamentares reforçaram o argumento, e Toffoli decidiu assumir o caso, decisão que se somou a outros atos dele que já vinham sendo alvo de questionamentos. Agora, diante da pressão dos pares, Toffoli parece adotar uma saída intermediária: admite a possibilidade de devolver o caso ao primeiro grau, mas só depois de analisar o que aparece nos celulares apreendidos pela Polícia Federal. Entre os aparelhos estão os de Daniel Vorcaro, do cunhado dele, que fez doações eleitorais, além de Augusto Lima, ligado à operação de crédito consignado que passa pela Bahia, e Nelson Tanure. O ponto central é verificar se há qualquer menção a deputados, senadores ou outras autoridades com foro privilegiado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Se não aparecer nada, o processo pode, de fato, retornar à primeira instância. Mas, nos bastidores, a avaliação é de que isso é improvável. As ramificações de Vorcaro são amplas, atravessam o Legislativo, o Judiciário e o meio político, o que aumenta a chance de o STF manter o caso. E mesmo que a investigação desça agora, ela pode subir de novo. Se, no curso das apurações na primeira instância, surgir alguém com foro, o caso retorna ao Supremo, e abre espaço para pedidos de nulidade sobre atos já praticados. Resumo: não há caminho sem risco. Permanecer no STF mantém o desgaste para Toffoli. Descer pode gerar idas e vindas, insegurança jurídica e munição para as defesas. No fim, o conteúdo das mensagens nos celulares pode definir não só o foro, mas o futuro inteiro da investigação. Fachada do Banco Master na Faria Lima e Daniel Vorcaro Amanda Perobelli/Reuters; Reprodução O empresário Nelson Tanure Alerj/Divulgação

FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/julia-duailibi/post/2026/01/30/caso-master-futuro-investigacoes-stf-toffoli-vorcaro.ghtml


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