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BRB convoca acionistas para votar ampliação do capital social do banco nesta quarta-feira (22)
22/04/2026
(Foto: Reprodução) Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025.
Reuters/Mateus Bonomi
Está marcada para a manhã desta quarta-feira (22) uma nova assembleia do Banco de Brasília (BRB) para votar a ampliação do capital social do banco – o que pode ajudar a recuperar a situação patrimonial da instituição.
Uma reunião com a mesma pauta tinha sido convocada pelo BRB para 18 de março, mas foi cancelada na noite anterior.
O motivo foi a insegurança jurídica causada pelo vaivém de decisões judiciais sobre os imóveis públicos que o governo do DF pretende usar para capitalizar o banco.
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A assembleia servirá, também, para homologar a indicação do atual presidente, Nelson Antônio de Souza, e do executivo Joaquim Lima de Oliveira como conselheiros do BRB. Essa formalização está pendente desde o fim do ano passado.
Anúncio de acordo
BRB anuncia acordo de R$ 15 bi com Quadra Capital
O BRB informou nesta segunda-feira (20) que assinou um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento voltado à transferência de ativos atualmente detidos pela instituição.
Os ativos envolvidos na transação têm origem em operações recebidas pelo BRB do Banco Master.
Segundo o banco, a operação tem valor de referência de até R$ 15 bilhões. Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar esses ativos.
A governadora Celina Leão (PP) comentou sobre o assunto nesta terça-feira (21). Para ela, o acordo mostra a "responsabilidade e seriedade como nós estamos tratando esse momento".
Crise no BRB
O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master – operação que passou a ser investigada sob suspeita de fraude.
O Banco Master acabou sendo liquidado pelo Banco Central após investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.
As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB, ou seja, a reserva de segurança que o banco precisa manter em caixa para cobrir emergências e respeitar as regras de solidez bancária.
Diante do avanço das apurações, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e intensificou o monitoramento sobre a situação financeira e a governança da instituição brasiliense.
A decisão aumentou a pressão sobre a atual gestão do banco público. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou e colocou em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país.
Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado.
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