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Brasileira que viajou à Tailândia não consegue voltar a Goiânia devido ao conflito entre Israel e Irã
10/03/2026
(Foto: Reprodução) A planejadora financeira Lueny Santos teve o voo de volta para o Brasil cancelado por causa do conflito no Oriente Médio
Arquivo pessoal/ Lueny Santos
Uma moradora de Goiânia que viajou de férias para a Tailândia não consegue voltar para casa em função do conflito entre Israel e Estados Unidos e o Irã. A planejadora financeira Lueny Santos, de 31 anos, pretendia retornar na segunda-feira (9), chegando ao Brasil dois dias depois, mas só conseguiu um voo para o dia 18. "Não consegui voltar porque o meu voo passaria por Abu Dhabi e foi cancelado", contou.
O aeroporto da capital dos Emirados Árabes Unidos está entre os que foram fechados ou tiveram o fluxo de passageiros reduzido no Oriente Médio desde o início da guerra.
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Lueny relata que só conseguiu ser realocada em um voo sete dias depois em função da situação no exterior.
"Uma amiga minha, também de Goiânia, que conseguiu me realocar. Eu tentei visto australiano, para ir por outra rota, mas não consegui", disse.
A moradora de Goiânia disse, porém, que nem sabe se vai conseguir voltar nesse voo do dia 18, já que a escala está programada para Doha, capital do Catar, outra cidade também afetada pelo conflito.
"Eu não sei se esse voo vai acontecer. Então, o mistério está aí no ar".
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Trabalho impactado
Como trabalha como autônoma, Lueny afirma que os dias a mais de férias, embora estejam sendo aproveitados para conhecer outro país, vão impactar o seu orçamento. A goiana está agora em Bali, na Indonésia.
"Eu tinha reuniões marcadas a partir do dia 12. Precisei remanejar todas elas porque o fuso horário é muito diferente. E eu tenho uma viagem a trabalho, no dia 18, para Curitiba, que provavelmente eu vou perder", contou.
Ela explica que outra dificuldade para conseguir desempenhar o trabalho à distância é porque ela deixou o computador em casa, uma vez que o objetivo era apenas curtir o período de descanso.
Outros goianos que viajaram para a região ou tiveram que passar por ela também têm enfrentado dificuldades para retornar ao Brasil. À TV Anhanguera, o servidor público Vinicius Artiaga, que está de férias em Dubai, contou o aeroporto da cidade foi fechado bem no dia de voltar para casa.
"Após já ter despachado as minhas malas, nós tivemos a notícia que havia o fechamento do espaço aéreo nos Emirados, em razão de possíveis ataques".
Segundo Vinicius, ele estava sentado no chão do aeroporto quando a polícia solicitou que saísse porque o terminal seria totalmente evacuado.
O conflito
Os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã começaram no dia 28 de fevereiro, concretizando as ameaças feitas pelo presidente note-americano Donald Trump durante a escalada de tensão entre os países nos dias anteriores.
No ataque a Teerã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano morreram. Em resposta, Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio.
Além das mortes de militares, o conflito já tirou a vida de inocentes, como os 175 mortos em um ataque a uma escola de meninas no sul do Irã. A maioria das vítimas eram meninas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo está investigando a explosão. Nesta terça-feira (10), a TV estatal do Irã divulgou um vídeo com provocações a Trump e renovando as acusações de Teerã de que os EUA são os responsáveis pelo ataque à escola.
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